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  • Foto do escritorOscar Pilagallo

Alfonsín e as Diretas

A campanha das Diretas Já passou pela Argentina, pelo menos duas vezes.

Primeiro foi pelo exemplo. O movimento ainda era um ponto de interrogação quando o governador de São Paulo, Franco Montoro, do PMDB, foi a Buenos Aires assistir, em 10 de dezembro de 1983, à posse de Raúl Alfonsín, o primeiro presidente civil após a ditadura militar no país vizinho. A festa foi grande e o brasileiro se animou a fazer igual na praça da Sé, em 25 de janeiro de 1984, como narro em “O girassol que nos tinge”. A partir daí as Diretas ganharam impulso.

Outra influência vinda do sul foi o temor, entre militares brasileiros, de que as Diretas desencadeassem o que eles chamavam de “revanchismo”, algo que viam acontecer no país vizinho, onde militares graduados estavam sendo julgados pelas atrocidades cometidas nos anos anteriores. O receio levou muitos democratas a denunciar o que entendiam como precipitação dos organizadores da campanha, que estariam cutucando a onça fardada com vara curta. No fim, como se sabe, o argumento não prevaleceu.


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